quarta-feira, 27 de setembro de 2017

#10 Cláudia, The Officinalis


Quem conhece o seu trabalho, sabe que é difícil não ler um post até ao fim. Fiquei a conhecer o projecto da Cláudia este verão, através de um desafio de amor próprio que nos propôs. A partir daí comecei a ler os temas do blog e percebi que me faziam todo o sentido. É mesmo bonita a forma como a Cláudia se expressa e nos dá ferramentas e dicas para que possamos viver de um modo melhor, mais feliz e sustentável em vários campos. 

O seu blog, The Officinalis, existe para partilhar o seu trabalho, mas também para nos inspirar a viver uma vida mais inteira e feliz. "Nós não somos só aquilo que comemos, também somos o que vestimos, compramos, temos, cuidamos do nosso planeta, e nos relacionamos com os outros. Cada escolha que fazemos representa em parte aquilo que somos, e essas escolhas afectam o nosso corpo, saúde, planeta, e até os outros, por isso não podemos continuar a agir como se fossem actos isolados. O homem não é mesmo uma ilha."

A Cláudia define-se como uma "holistic nutrition health coach". Sim, é a única forma de conseguir explicar aquilo que faz. E acho que fica bem perceptível. Tem facilidade em desconectar-se do mundo e gosta de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Partilha tantas coisas bonitas e ensina-nos a viver melhor connosco. Vamos conhecê-la  melhor?

* O que mudou (em ti) desde que te tornaste vegetariana?

Ai, tanta coisa! E ao mesmo tempo sinto que já estava tudo dentro de mim, e que a mudança de alimentação foi só o "clique" que precisava para mudar. Essencialmente, o melhor que me trouxe foi saúde, e a forma como vejo o meu corpo. Também me ajudou a perceber que fazemos parte de um todo, a aumentar a minha consciência ambiental. No fundo acho que me humanizou, e melhorou a minha relação comigo e com os outros.


* Que razões te levaram a mudar de estilo de vida?

Comecei por motivos de saúde. Tive uma fase em que não conseguia digerir carne, e por sugestão do meu marido, deixei de comer. Achei sempre que seria uma situação provisória e de repente dei por mim sem sentir falta nenhuma. Foi aí que a minha consciência despertou, e depois fiz a transição para o vegetarianismo.

* O que dirias às pessoas que gostavam de ser vegetarianas mas têm medos, dúvidas?

Diria que ser vegetariano não é um bicho de sete cabeças, e que comer alimentos verdadeiros é natural para o nosso corpo. Se for difícil assumir que se quer ser vegetariano então podem sempre optar por uma alimentação sem restrições, mas onde onde as frutas, vegetais, leguminosas, frutos secos e sementes abundam. Depois se fizer sentido fazer a transição, façam. Mas nada tem de ser para sempre, estamos sempre a tempo de começar, e devemos todos os dias desafiar-nos.

Por que não experimentar?

* Que dificuldades encontras no teu dia a dia, enquanto vegetariana?

As maiores dificuldades são mesmo as pessoas que não compreendem e criticam este estilo de vida. Mais do que às vezes ter opções limitadas em restaurantes, é lidar com comentários chatos, mas com o tempo também se aprende a lidar com isso.


* Uma história engraçada/caricata desde que és vegetariana.

Quando estava a viver nos Emirados Árabes Unidos, eu e o meu marido fomos passear a uma terriola remota, e o nosso carro ficou preso numas areias movediças perto da praia. Imediatamente veio um senhor que aparentemente era importante na aldeia em nosso auxilio, e convidou-nos a almoçar em sua casa, até encontrarmos uma solução para o nosso carro.
O almoço foi tipicamente Emirati, as mulheres da família para um lado, e os homens para o outro. A comida era frango com arroz e salada. Quando chegou o momento de me servirem o almoço, eu recusei o frango e as mulheres da família não perceberam bem porquê, na verdade consideraram ofensivo, ainda que me tenham tratado super bem. Eu fiquei muito atrapalhada, por ser uma família muito tradicional não sabia bem o que fazer, por isso optei por me manter fiel às minhas convicções, e explicar as minhas motivações com um grande sorriso.

Foi um dia em cheio, mobilizámos toda a aldeia que nos ajudou a tirar o carro, e convivemos com uma realidade que até então nos era desconhecida.

* Nomear uma pessoa para conversar com o VEP
Nomeio a Mónica Sweetreats!

A Receita da Cláudia

* TOSTAS DE BATATA DOCE
Retirem a pele da batata, e cortem em fatias.
Coloquem na tostadeira ou torradeira, virando frequentemente.
Este processo pode demorar uns 10 minutos - foi o que a minha demorou, mas vai depender da qualidade do vosso equipamento.


Para cobertura das tostas, podem usar:

* HUMMUS DE TOMATE SECO
1 lata de grão-de-bico
1/2 sumo de limão
1 colher sopa de tahini
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de pimenta preta
1/2 cháv de tomate seco
13 copos de água
1 dente de alho

Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos/ liquidificadora até obter uma textura cremosa.




* BRUSCHETTA
2 tomates
1 dente de alho
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de orégãos

Cortem o tomate em quadrados pequenos e uniformes, cortem finamente o alho e misturem com os restantes ingredientes.
Cubram a tosta com o preparado.



Muito obrigada Cláudia! 

Sem comentários:

Enviar um comentário